julho 4, 2022
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Esporte

Vítor Pereira toma decisões erradas e não consegue correção de rota do Corinthians

Eu pareci amargo quando escrevi, há quatro dias, uma análise em que dizia que “faltava futebol” ao Corinthians, apesar da liderança do Brasileirão. Para muitos torcedores, o importante foi ter vencido o Atlético-GO e voltado ao topo. Mas o Corinthians é um líder que não empolga. Que ainda não convence.

Contra o Cuiabá, três dias depois, o Corinthians foi ainda pior. A derrota por 1 a 0, na noite desta terça-feira, interrompeu invencibilidade de 11 jogos (seis empates e cinco vitórias), num jogo em que o Timão praticamente não criou nada. Mais uma vez…

Na conclusão da rodada, o Corinthians pode cair até para terceiro, se Atlético-MG e Palmeiras vencerem seus jogos contra Fluminense e Botafogo, respectivamente. Nada desesperador se considerarmos que ainda faltarão 28 rodadas para o fim do Brasileirão. Mas um sinal de alerta para um time que entrará numa sequência muito difícil que inclui também Copa do Brasil e Libertadores.

Mas a derrota contra o Cuaibá, a segunda do Timão na competição, passa muito pelas escolhas de Vítor Pereira. Mesmo depois de dizer que largaria o esquema com três zagueiros, voltou a apostar nele, com Robson Bambu, Gil e Raul Gustavo formando o trio, e as alas com Mantuan e Bruno Melo.

Mesmo com Rafael Ramos e João Pedro, dois laterais-direitos, à sua inteira disposição.

No meio-campo, zero criação: Cantillo e Du Queiroz no meio, com Adson e Mosquito pelas pontas, além de Róger Guedes mais uma vez jogado entre os zagueiros. Um time sem criatividade, com Renato Augusto e Giuliano no banco. E sem referência, com Júnior Moraes como opção na reserva.

Apático ofensivamente, o Corinthians não só criou pouco, como viu as melhores chances do primeiro tempo serem do Cuiabá. Numa virada de jogo de Cantillo na fogueira para Adson, o atacante vacilou, Uendel ficou com a bola e marcou o único gol do jogo, em chute de fora da área: 1 a 0.

A escalação de VP era tão ruim que, no intervalo da partida, o técnico mudou tudo. Saíram Bambu (em péssima jornada), Adson, Du Queiroz (amarelado) e Bruno Melo para a entrada de Renato Augusto, Giuliano, Júnior Moraes e Lucas Piton. Um time que foi para o 4-3-3 e que ficou mais ofensivo.

O nível de futebol melhorou um pouco, o Timão igualou em finalizações (nove a nove), Róger Guedes até teve algumas chances de finalização, mas foi só. Muito pouco para um líder. Mais uma vez, o Corinthians ficou devendo futebol. Mais uma vez, as individualidades não se destacaram.

Vítor Pereira, é claro, sente falta de nomes como Fagner, Maycon, Willian e Jô, que estão no departamento médico – o atacante, aliás, foi flagrado no pagode durante o jogo, em postura questionável. Os desfalques poderiam elevar o nível, qualificar o time e dar melhores opções no banco.

Mas, mesmo diante dos problemas, dava para fazer melhor na Arena Pantanal. O treinador, em sua estratégia equivocada, e os jogadores, em mais uma jornada ruim. Sábado o jogo é contra o Juventude, na Neo Química Arena. Chance boa de recuperação. Chance boa para menos amargura.

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