junho 30, 2022
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Politica

O vaivém de Sérgio Cabral: ex-governador já mudou de cadeia seis vezes.

O ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, foi transferido na noite desta quinta-feira (5) para o Grupamento Especial Prisional (GEP) do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro no Humaitá, Zona Sul do Rio.

Essa já é a sexta transferência de Cabral desde que foi preso, em novembro de 2016. Na ocasião, ele foi para Bangu 8, em Gericinó, na Zona Oeste do Rio. O vaivém foi:

Maio de 2017: ele vai para Benfica, na Zona Norte.
Janeiro de 2018: Cabral é transferido para o Complexo Médico de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (PR), depois de denúncias sobre regalias em Benfica, como uma videoteca.
Abril de 2018: o ex-governador volta para Bangu 8.
Setembro de 2021: vai para o Batalhão Especial Prisional da Polícia Militar, em Niterói.
Terça-feira (3): Cabral vai para Bangu 1, de segurança máxima, após novas descobertas de regalias no BEP.
Quinta-feira (5): chega ao Quartel dos Bombeiros do Humaitá.

Ex-governador Sérgio Cabral foi levado para o quartel do Corpo de Bombeiros do Humaitá, na Zona Sul do Rio, na quinta-feira (5) — Foto: Reprodução/ TV Globo
Ex-governador Sérgio Cabral foi levado para o quartel do Corpo de Bombeiros do Humaitá, na Zona Sul do Rio, na quinta-feira (5) — Foto: Reprodução/ TV Globo

Por que Cabral saiu de Bangu
Atendendo a um pedido da defesa de Sérgio Cabral, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou, nesta quinta-feira (5) a transferência.

Na terça-feira (3), Cabral e outros cinco presos foram levados da Unidade Prisional da Polícia Militar, em Niterói, na Região Metropolitana, para o presídio Bangu 1, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

A troca de cadeias ocorreu por ordem da Vara de Execução Penal do Tribunal de Justiça, que ordenou o encaminhamento à Penitenciária Laércio da Costa Peregrino (Bangu1) depois que uma fiscalização encontrou indícios de regalias na prisão da PM.

Banquete de R$ 1,5 mil e toalha bordada: as regalias de Cabral no presídio da PM
Banquete de R$ 1,5 mil e toalha bordada: as regalias de Cabral no presídio da PM

Em Bangu, o ex-governador passou a ser “colega” de presídio de alguns dos criminosos mais perigosos do RJ. Alguns deles são chefes do tráfico de drogas ou milicianos, como My Thor, Menor P, Toni Ângelo e Charles do Lixão.

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Sérgio Cabral é transferido para presídio de segurança máxima
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Falta de ‘prudência’
O desembargador convocado do STJ Olindo de Menezes determinou a remoção Cabral de Bangu 1 por entender não ser “prudente a manutenção do ex-governador” numa prisão em Gericinó.

Segundo o magistrado, há uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determinando que, por ser “colaborador”, Cabral não fique na preso com outros corréus ou condenados.

“Além disso, há fatos penalmente típicos imputados a pessoas segregadas naquela mesma unidade prisional, em decorrência da delação do ex-governador”, afirmou Menezes.
Segundo o STJ, na decisão o magistrado também destacou que, “embora tenha sido determinada a transferência e o isolamento cautelar de todos os presos, conjuntamente, a atuação de Sérgio Cabral não chegou a ser devidamente personalizada na decisão da Vara de Execuções Penais”.

Em nota (veja a íntegra abaixo), os advogados de defesa do ex-governador, Patricia Proetti, Daniel Leon, Tayna Duarte e Bruno Garcia, afirmam que “a justiça mais uma vez imperou”, e o STJ reconheceu que a transferência de Cabral foi “determinada sem qualquer processo que a respaldasse”.

Íntegra da nota da defesa:

“A defesa do ex-governador afirma que a justiça mais uma vez imperou já que: foi reconhecido que a decisão de sua transferência, para além de estar pautada em mera presunção e achismos, fora determinada sem qualquer processo que a respaldasse, ou seja, inverteu-se o devido processo legal.

O juiz primeiro determinou a remoção do Ex-Governador para somente depois apurar se houve o seu envolvimento no episódio narrado. A defesa também destaca que, em relação ao ex-Governador, a própria decisão do juízo da execução não relaciona e não descreve nenhum achado na cela nº 18 – que é a do ex-Governador.

Como não houve nenhum achado que pudesse ser relacionado ao ex-governador, o Juiz da execução, em sua decisão, carregou de impressões pessoais despidas de qualquer mínima prova para justificar e motivar a sua decisão cautelar de remoção de presídio.

A defesa também afirma que baterá às portas do Tribunal de Justiça e do STF para denunciar esta situação de injustiça replicando nos demais processos onde, atualmente, se busca a liberdade do ex-Governador.”

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