julho 3, 2022
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Esporte

Medalhões retornam ao Brasil com esperanças de Copa, mas têm poucas chances com Tite na Seleção

O técnico da seleção brasileira, Tite, normalmente é cuidadoso com as palavras ao tratar de grupo fechado e portas fechadas no grupo para a Copa do Mundo. Mas as últimas listas deixam poucas dúvidas sobre as chances de medalhões que retornaram ao futebol brasileiro com esperança de convocações. Elas são bem reduzidas.

Até mesmo o sempre elogiado – inclusive por Tite – Renato Augusto, um dos protagonistas do primeiro ciclo de Tite na Copa do Mundo de 2018, hoje está distante dos planos da comissão técnica a seis meses da Copa do Mundo do Catar.

Contando com o meia do Corinthians, outros oito jogadores com passagem recente pela seleção – e com o próprio Tite – voltaram ao futebol brasileiro, falaram em Seleção na coletiva de apresentação e tinham ilusão de se destacar a ponto de ganhar espaço no grupo de convocados de Tite.

Mas apenas Hulk – em fase brilhante no Atlétiico-MG -, e Miranda, campeão paulista com o São Paulo logo depois da chegada, foram convocados. Aconteceu em agosto de 2021 quando os clubes ingleses não liberaram jogadores para se apresentarem à Seleção.

Na ocasião, apenas Hulk jogou – e somente por 11 minutos contra a Venezuela. Miranda não saiu do banco de reservas.

Agenda da Seleção: Coreia do Brasil x Brasil na quinta, às 8h, em Seul. Depois, Japão x Brasil, na segunda, às 7h20, em Tóquio. A TV Globo, o SporTV e o ge transmitem ao vivo

Além do trio – Renato Augusto, Hulk e Miranda -, Filipe Luís, David Luiz e Pablo, do Flamengo, Giuliano, Paulinho, Willian, do Corinthians, retornaram com pensamento claro: a seleção brasileira seria consequência de bom trabalho no clube. “Um prêmio”, como sempre pensou Renato Augusto.

– Minha cabeça está totalmente voltada para o Flamengo. Minha decisão de vir para cá foi para encarar todos os desafios e ambições. Em um jogador de futebol, se não existir a ambição de defender seu país, ele está na profissão errada. Tenho, sim, a ambição. O futuro a Deus pertence – comentava David Luiz na chegada ao Flamengo em setembro do ano passado.

Com apoio da comissão técnica, Tite observa todos esses jogadores, mas hoje se preocupa em dar mais chances a atleta mais jovens. Num momento que a lateral esquerda está indefinida – com disputa tripla entre Alex Sandro, Alex Telles e Guilherme Arana -, o treinador sempre olhou com carinho para Filipe Luís – quando ainda era do Atlético de Madrid, ele foi titular na campanha vitoriosa da Copa América 2019 -, mas, em tom de lamentação, costuma brincar que “se tivesse cinco anos a menos – …”

O lateral do Flamengo, que completa 37 anos em agosto, foi o primeiro a retornar, em julho de 2019. Todos os demais – com exceção de Pablo, que chegou este ano, voltaram para o Brasil em 2021.

Convocado para a Copa de 2018 quando atuava no futebol chinês, Renato Augusto ainda encanta a comissão técnica pela lucidez em campo, mas o entendimento é de não teria a mesma entrega – de mobilidade e intensidade – de jogadores mais jovens. Pesa também histórico de questões físicas.

A seis meses da Copa do Mundo do Catar, Tite diz que tem 50 atletas que quer manter motivado até a convocação final para o Mundial. Vale para os mais jovens até os medalhões, mas é difícil de imaginar novas chances desta lista dos que regressaram ao Brasil.

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