junho 30, 2022
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Politica

‘Matei outra metade de inveja’, diz Lula sobre ter sido capa da revista ‘Time’.

O pré-candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva disse, durante discurso na noite desta quinta-feira (5) em Campinas (SP), que causou inveja em adversários ao ser escolhido como capa da revista norte-americana “Time”. O ex-presidente deu entrevista ao periódico, que divulgou o material na quarta-feira (4).

O evento desta quinta com Lula ocorreu no teatro de arena da Unicamp. Após cerca de uma hora de discurso, o ex-presidente afirmou que estava com a “garganta ruim”, mas que não falaria palavrão porque o presidente Jair Bolsonaro (PL) o citaria.

“Eu não vou falar palavrão porque se não o Bolsonaro já coloca na fake news dele: ‘Lula falou palavrão’. E eles, gente, eles agora estão com uma raiva de mim. Eles já têm raiva porque o Haddad falou que eu tenho muito título doutor honoris causa”, afirmou.

“E eu tenho título que matou meus adversários de inveja: sou doutor honoris causa da Sciences Po. Olha que chique, olha que chique, eu nem sabia falar. Título de doutor honoris causa na França na Sciences Po. E essa semana eu matei outra metade de inveja porque eu saí na capa da revista Time, gente”, completou o ex-presidente.
Lula discursa no teatro de arena da Unicamp nesta quinta-feira (5) — Foto: Reprodução/YouTube
Lula discursa no teatro de arena da Unicamp nesta quinta-feira (5) — Foto: Reprodução/YouTube

A “Time” divulgou na quarta-feira a capa com Lula, com a data de 23 de maio. O título da edição é “O segundo ato de Lula”. No subtítulo, a revista escreveu: “O líder mais popular do Brasil busca retornar à Presidência”.

Na entrevista, Lula disse que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, é tão responsável quanto o presidente russo, Vladimir Putin, pelo conflito entre os dois países.

Na chegada à Unicamp, o g1 perguntou ao ex-presidente se ele ainda pensa da mesma maneira sobre o que disse na entrevista, que ocorreu no final de março, mas Lula não respondeu.

Evento na Unicamp
Além de Lula, o pré-candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) e membros do partido e de outras siglas que apoiam o ex-presidente estiveram na atividade. Lula chegou ao teatro de arena por volta de 20h e ouviu falas de estudantes antes de discursar.

Dentre os discursos, dois membros do movimento estudantil indígena entregaram uma carta para cobrar a ampliação da bolsa para permanência estudantil, participação indígena no Conselho Nacional de Educação e conselhos estaduais, além da recomposição orçamentária das universidades e outras demandas. Eles lembraram os recentes ataque à comunidade Yanomami.

Antes, o ex-presidente também se reuniu com o reitor da universidade, Antonio José de Almeida Meirelles, o Tom Zé, que entregou uma carta na qual a instituição reivindica medidas como autonomia financeira e incentivo à ciência nas educações fundamentais e médias.

O documento da Unicamp, que contém 10 propostas ao todo, também será encaminhado aos outros presidenciáveis.

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