julho 4, 2022
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Musica

Graças a Stranger Things, a geração Z finalmente descobriu Kate Bush

Todos nós já passamos por isso. Pode ser um livro que você leu em um momento de formação em sua vida, ou um filme que você tem especialmente perto de seu coração. Então, seja devido a uma tendência das redes sociais ou uma menção em um programa de TV de sucesso, esse mesmo conteúdo cultural de repente está em toda parte, com muitos professando sua surpresa com o quão brilhante é o artista que o criou. E mesmo que você saiba que não é a coisa mais agradável de se sentir, seu primeiro instinto é: Onde vocês estavam todo este tempo?

Assim foi para muitos nos últimos dias quando perceberam que um de seus músicos mais amados – a icônica cantora e compositora britânica Kate Bush – havia se tornado uma sensação da geração Z depois que sua faixa de 1985 “Running Up That Hill” foi apresentada em um recente episódio da série de sucesso da Netflix, Stranger Things. A música surge depois que um dos personagens principais da série, a Max (interpretada por Sadie Sink), percebe que tocar sua música favorita afastará um dos monstros mais nefastos do Upside Down.

No fim de semana, a música chegou ao topo das paradas do iTunes dos EUA, com a base de fãs em grande parte adolescente da série indo ao Twitter e TikTok para postar sobre sua nova descoberta musical de décadas passadas. (No Brasil, a música encontra-se nesta quarta-feira, 1.06, na posição de número 3 entre as mais tocadas da Apple Music Brasil, 15 na lista TOP Brasil no Spotify e 61 na Deezer, segundo a Warner Music Brasil).

Outros, no entanto – notadamente os fãs de longa data de Kate Bush de uma certa geração, que pacientemente se sentaram durante muitas décadas de silêncio de rádio de uma musicista notória por fazer longas pausas e poucas aparições na imprensa – reviraram os olhos. “Como você ainda não sabe sobre a genialidade de Kate Bush?” parecia ser o consenso de muitos no Twitter.

Um aviso: qualquer um que me conhece sabe que tenho uma obsessão patológica limítrofe por Kate e sua música. Uma lembrança importante para mim foi ver o vídeo de sua faixa “Wuthering Heights” (1978), a balada ao piano com suas alusões a Emily Brontë, mudanças de tecla malucas e vocais infames acrobáticos, enquanto assistia a um canal de videoclipes (lembra deles?) quando criança. Vendo Kate Bush, que treinou em dança contemporânea, rodopiar e agitar os braços através de uma névoa branca espectral em um vestido esvoaçante de asa de morcego, os olhos arregalados de urgência, fiquei hipnotizado.

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