junho 29, 2022
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Musica

Evandro Mesquita celebra 40 anos da Blitz: “Tem que estar aberto para aprender com os erros do passado”

Evandro Mesquita não dá bola para o passar dos anos. O artista, que celebra 40 anos da Banda Blitz em um show no Teatro Bradesco, no próximo dia 28 de maio, prefere viver o presente sem pensar em números.

“Uma das maneiras de se manter jovial é nunca pensar nisso. Detesto falar idade. Se eu ficar pensando na minha idade, levanto da cama pior e mancando. Não fico pensando na idade. O que me interessa é a relação que eu tenho com a vida hoje e no máximo o que eu vou fazer na semana que vem”, explica o carioca aos 70 anos.

“Sempre levei uma vida saudável. Já quando eu era menino, meu pai era vegetariano, comia arroz integral, comida macrobiótica… Não como carne em dia de semana, mas às vezes na estrada só tem churrascaria, ai como quando tenho desejo. No dia a dia é só peixe e frango. Desde criança também pratiquei esportes. Agora procuro me manter com natação e musculação para fortalecer os músculos”, afirma.

Esse ar despreocupado, que ele imprime no jeito de falar, marcou o início da banda, que como ele gosta de contar, foi criada para agradar seus amigos, mas ao lançar o compacto Você Não Soube Me Amar vendendo 100 mil cópias e atingindo a marca de um milhão de cópias vendidas em plena crise da indústria fonográfica.

“O sucesso nunca foi uma preocupação nossa. A gente pensava em fazer música para nossos amigos escutarem na praia. Criamos até vinhetas brincando que aquele seria um som que marcaria uma época. A piada acabou se tornando uma profecia”, relembra Evandro, que naturalmente criava canções cheias de gírias, humor e leves críticas sociais.

Para celebrar as quatro décadas da banda, a leveza para fazer música continua. Pai da adolescente Alice, de 16 anos, ele acaba de compor um disco de inéditas e garante que não tenta se atualizar com novas gírias para fazer música nova, mas dá uma atenção especial ao humor usado nas letras.

“A gente nunca forçou barra, não com vou botar cringe e essas gírias que a minha filha fala na letra. A gente vai continuar falando do nosso jeito. Mesmo assim é legal ver os pais levando os filhos mais novos para os nossos shows. Temos alcançado crianças e adolescentes com a nossa música”, explica ele, que também é pai de Manuela, de 31 anos.

“Eu acho necessário e muito saudável você melhorar o tipo de humor. A Blitz nunca fez piada com gays, cornos… A gente sempre viveu em um meio que misturava pessoas de diferentes classes sociais. Mesmo assim, é interessante prestar mais atenção se o humor pode estar machucando pessoas. Não precisamos disso para fazer humor. É uma preocupação saudável. Eu me policio. As minhas filhas chamam a atenção também quando falo algo que já não é bacana, como ‘neguinho gosta disso ou daquilo’. A gente vai evoluindo.”

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