julho 4, 2022
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Esporte

Escolhas erradas do Botafogo fazem time chegar a mais um jogo ruim, o primeiro com derrota

Luís Castro chegou ao décimo jogo à frente do Botafogo e viu o time perder pela primeira vez com ele no banco de reservas. A derrota por 1 a 0 para o Coritiba no último domingo, no Couto Pereira, tirou a invencibilidade fora de casa do melhor visitante no Campeonato Brasileiro e mostrou mais uma vez a dificuldade que o time tem apresentado em criar chances de perigo.

Nos últimos três jogos o Botafogo não conseguiu apresentar um futebol que fosse convincente para o torcedor. Por mais que tenha ganhado por 3 a 1 do Fortaleza, o desempenho não foi o adequado. Isso ficou mais evidente no empate com o América-MG, quando melhorou no segundo tempo após fazer uma etapa inicial sem nenhum chute. E o time apresentou a mesma dificuldade novamente na tarde em Curitiba.

Em entrevista coletiva depois do jogo, Luís Castro reconheceu que a equipe tem tomado decisões erradas, principalmente quando chega no ataque. Um dado que evidencia isso foi o baixo número de finalizações certas que chegaram ao gol do Coritiba. Apenas três das 16 das vezes que o Botafogo chutou ou cabeceou foram no gol de Alex Muralha, que só defendeu a primeira bola por volta dos 10 minutos do segundo tempo. As outras 13 finalizações foram direto para fora ou bloqueadas.

Antes de se afobar para tentar empatar a partida, o time do Botafogo tinha dificuldades para construir as jogadas. O Coritiba apertava a marcação nos volantes, que não tinham muito espaço, e obrigava os zagueiros a fazer a ligação direta com o ataque. A marcação paranaense ajustada não deixou o Bota criar muitas chances. A melhor delas veio em jogada de Victor Sá pela direita – principal jogador de linha do time, mas pouco acionado – que cruzou rasteiro para Erison. O centroavante tocou para o gol, mas a zaga curitibana chegou em cima da hora para cortar para escanteio.

Se numa ponta Victor Sá era o melhor do Botafogo, mas pouco acionado, na outra o caso foi o contrário. Diego Gonçalves não jogou bem pela esquerda e errou muito do que tentou. As jogadas com Daniel Borges (e depois Hugo) não surtiram efeito. Luís Castro demorou a tirá-lo do time e buscar outra formação, mas uma das razões para isso era que o time não tinha atacante de lado de campo no banco de reservas além de Rikelmi, já que Gustavo Sauer e Vinicius Lopes não viajaram por estarem em tratamento de algo não informado pelo clube.

Castro começou o jogo com duas mudanças em relação ao time que empatou com o América-MG. Entraram Del Piage e Chay nos lugares de Patrick de Paula e Tchê Tchê. A ideia do técnico português era que eles dessem mais equilíbrio, além de atender a um pedido de mais criatividade no meio de campo. Por mais que não tenha o costume de usar um armador desde que chegou ao Botafogo, Chay poderia fazer essa função. Mas não deu certo, apesar da dedicação do meia.

O segundo tempo alvinegro até foi melhor. Como o técnico disse na entrevista coletiva depois do jogo, o Bota pressionou o adversário – tanto que sempre teve mais posse de bola – mas não conseguiu converter isso em chances claras de gol. A equipe rondava a área do Coritiba, mas tinha dificuldades de transformar o domínio em oportunidades. Mais uma vez. O fim do jogo ainda teve uma chance perigosa em chute de Erison, que Muralha evitou com boa defesa, mas foi pouco.

É importante ressaltar que mesmo com a derrota e não mostrando um futebol tão ofensivo e que gere chances, o Botafogo está em sétimo lugar do Campeonato Brasileiro, com 12 pontos. Além do treinador novo que chegou na última janela, junto dele vieram 12 jogadores para um time que ainda está em construção e que não teve pré-temporada para se entender. A teoria é aplicada nos treinos e a prática vem com os jogos.

Claro que dá para se incomodar com o futebol apresentado, principalmente quando a vitória não vem. Mas, por outro lado, é necessário lembrar das circunstâncias que o time passa. Não é porque ganhou contra o Fortaleza há duas rodadas que estava tudo maravilhoso. Não é porque perdeu para o Coritiba que deve-se mudar tudo.

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