junho 30, 2022
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Esporte

Emocionado, Cachopa se despede do Cruzeiro após título da Superliga: “Preciso me desafiar”.

Levaram apenas alguns minutos entre o saque na rede de Matheus Pinta e a ficha cair para Cachopa. Ali estava decretado o título da Superliga Masculina para o Cruzeiro e o fim do ciclo do levantador no clube pelo qual chegou ainda adolescente. Cachopa foi até ao banco, colocou uma toalha na cabeça e chorou copiosamente. Pediu para as entrevistas ficarem para depois. Precisava processar tudo.

A alegria de uma temporada praticamente perfeita se misturava com um sentimento de partida. Cachopa decidiu não renovar com o Cruzeiro, clube que defende desde 2014, e vai jogar no Monza da Itália na próxima temporada. Uma decisão pensando na evolução como jogador. Mas que nem por isso deixa de ser dolorida. Sair do clube que o criou com títulos era o que o levantador mais sonhava. E foram cinco na atual temporada: Mundial, Sul-Americano, Superliga, Supercopa e Mineiro.

– Eu não poderia pedir coisa melhor para encerrar minha passagem no Cruzeiro. Sentei ali, me emocionei. Coloquei a toalha na cara e chorei. Fico muito emocionado por ter conquistado tudo que eu conquistei aqui. Eu passei muito tempo aqui. Me dediquei muito ao projeto. Para crescer como atleta, como pessoa. Uma parte minha fica aqui. Difícil ir embora depois de tanto tempo. Mas eu acho que o coração pede. Preciso ter um desafio novo. Preciso me desafiar para continuar crescendo. Um desafio muito grande, mas eu estou esperançoso de que tudo vai dar certo – disse.

Apesar de tudo que estava passando por sua cabeça, Cachopa fez uma partida segura, e foi um dos melhores em quadra. O jogador revelou que, ao contrário das outras duas vezes, acordou com uma sensação de paz.

– Acordei muito tranquilo, diferente das outras partidas. Estava ciente do que precisava fazer. Estava tranquilo que as coisas iam acontecer do jeito que tinham que acontecer. Estudamos muito bem durante a semana. Das três partidas, falando em conjunto, foi a nossa melhor. Talvez tenha sido a minha melhor também. Difícil entrar numa final jogando totalmente solto, mas eu comecei já com mais tranquilidade.

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Parte dessa tranquilidade pode ter sido adquirida através dos famosos “T”s que o jogador espalha pelos ginásios em que joga. A brincadeira, revelada pelo ge (veja no vídeo acima), virou motivo de piadas e descontração. O jogador agora vai levar essa mania para a Itália.

– Eu acho que tem parte disso aí no título (risos). Botei mais um no T vestiário hoje (domingo) e mais uma na parede ontem (sábado).

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