junho 30, 2022
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Bolsonaro veta inscrição da psiquiatra Nise da Silveira no livro dos ‘Heróis e Heroínas da Pátria’

O presidente Jair Bolsonaro vetou a inscrição do nome da psiquiatra alagoana Nise da Silveira no livro dos ‘Heróis e Heroínas da Pátria’.

A homenagem à médica, conhecida por revolucionar o tratamento de transtornos mentais, foi aprovado pelo Senado em 27 e abril.

O veto de Bolsonaro foi publicado na edição desta quarta-feira (25) do “Diário Oficial da União (DOU).

Na justificativa para o veto, Bolsonaro afirma que “não é possível avaliar a envergadura dos feitos da médica Nise Magalhães da Silveira e o impacto destes no desenvolvimento da Nação, a despeito de sua contribuição para a área da terapia ocupacional”.

“Ademais, prioriza-se que personalidades da história do País sejam homenageadas em âmbito nacional, desde que a homenagem não seja inspirada por ideais dissonantes das projeções do Estado Democrático”, diz o presidente.

Quem foi Nise?
A alagoana se formou médica em 1926 e foi a única mulher da turma de 158 alunos. Ela se autodefinia como psiquiatra rebelde e questionava o que, naquela época, eram considerados progressos da psiquiatria: lobotomia, eletrochoque.

Em 1936, quando era médica do Hospital Nacional de Alienados, no Rio de Janeiro, Nise chegou a ser presa acusada de propagar ideias extremistas.

A experiência na prisão foi mais um incentivo para luta da doutora Nise: abrir espaço nos hospitais e nas mentes de outros profissionais para outras maneiras de tratar os transtornos psiquiátricos. Entre elas, a terapia por meio das artes.

Nise também desenvolveu pesquisas sobre uso de animais, como cães, nos tratamentos psiquiátricos.

O Livro
Mantido dentro do Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes, livro dos “Heróis e Heroínas da Pátria” existe desde 7 de setembro de 1989 e tem valor simbólico na preservação da memória nacional.

Ele homenageia personagens considerados fundamentais para a construção da história brasileira.

Feito de aço e com apenas dez páginas, o livro guarda nomes como o de Joaquim José da Silva Xavier, Tiradentes; do líder Zumbi dos Palmares; da enfermeira Anna Neri; do compositor Heitor Villa-Lobos; da revolucionária Anita Garibaldi; do Marechal Rondon; do jornalista e historiador Euclides da Cunha; e do escritor Machado de Assis.

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