junho 30, 2022
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Politica

Bolsonaro tenta criar fato político em notícia-crime contra Moraes, avaliam ministros do STF

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliaram ao blog que, ao entrar com uma notícia-crime contra o ministro Alexandre de Moraes, o presidente Jair Bolsonaro busca criar um fato político para seguir com a estratégia de difundir a ideia de que sofre perseguição política de uma ala do tribunal.

Para esses mesmos ministros do STF, a melhor estratégia, neste caso, é deixar o caso seguir o trâmite normal dentro do tribunal.

Integrantes do STF avaliam que os principais pontos questionados pelo presidente na notícia-crime já foram analisados pelo plenário do tribunal e considerados legais e constitucionais. O Supremo decidiu que pode abrir um inquérito por ato de ofício e poderia fazer isso sem consultar a Procuradoria-Geral da República.

Além disso, o pedido de Bolsonaro caiu nas mãos do ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo quando o tribunal abriu inquérito das fake news e que designou Alexandre de Moraes relator do processo.

Na ocasião, Toffoli chegou a ser criticado até pelos colegas, mas, depois ,o plenário do Supremo considerou as decisões constitucionais.

A tendência, inclusive, é que Toffoli rejeite a notícia-crime, sem nem encaminhá-la para a Procuradoria-Geral da República, a quem caberia investigar um ministro da Suprema Corte. Mesmo que seja acatada inicialmente, acabaria sendo rejeitada quando chegasse ao STF.

Por sinal, o presidente Bolsonaro, ao saber que o destino de sua notícia-crime é ser rejeitada pelo Supremo, quer apenas gerar mais um fato a ser explorado politicamente, de que ele seria perseguido por ministros do STF. Seu alvo preferido, neste momento, é o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news e futuro presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

Antes, Bolsonaro tinha como principal alvo o ministro Luís Roberto Barroso, quando ele presidia o TSE e rebatia as acusações do presidente contra as urnas eletrônicas. Motivo, inclusive, que levou à inclusão de Bolsonaro nas investigações do inquérito das fake news.

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