junho 29, 2022
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Esporte

Asma luta para hijab ser solução às muçulmanas no basquete

Asma Elbadawi lidera luta para permitir hijab e incluir muçulmanas no basquete. Uma regra da Federação Internacional de Basquete (Fiba) permitia que mulheres usassem adereços de cabelo. Nem que tivessem no máximo cinco centímetros de largura. Devido a alegação de segurança. Na prática, isso tornava inviável o uso do hijab, que é uma vestimenta tradicional do islã para cobrir os cabelos das mulheres em público.

A entidade vinha observando o cenário há tempos. Porém, com pouca ação prática. Mas num jogo teste no Irã, em 2013, foi a primeira vez em que a peça de roupa foi utilizada. A manutenção da proibição em jogos oficiais, no entanto, seguiu nas manchetes dos jornais.

Em 2014, a equipe feminina do Catar desistiu de participar dos Jogos Asiáticos. Sobretudo, devido a esta limitação. No mesmo ano, a americana Bilqis Abdul Qaadir, um fenômeno do basquete universitário dos Estados Unidos, se viu num impasse. Ou seja, escolher entre uma carreira promissora ou seguir as orientações de sua religião.

Asma tornou-se então uma das vozes mais poderosas de um movimento global. Tudo em prol de uma mudança. Passou dois anos em campanha para que a Fiba revisse a regra. Fez lobby e buscou apoio público. Também iniciou uma petição online. Nela coletou 130 mil assinaturas em prol da causa.

A Fiba reconheceu o esforço e a pressão pública. Em 2017, cedeu. As mulheres foram liberadas a usar o hijab em partidas profissionais. O acessório teria que ser preto, branco ou seguir as cores do uniforme do time. Assim, todas as atletas teriam o mesmo padrão. Porém, sem elementos de fecho no rosto ou no pescoço. O rosto, aliás, não deveria ter qualquer parte coberta. Restrições mínimas em comparação à conquista.

Antes de Asma, nesse outdoor estava Lionel Messi

Ademais, um outdoor gigante em um prédio de Dubai exibe uma mulher. Porém com vestido de tule e mangas bufantes azuis. Além do hijab e uma bola de basquete. É a própria Asma Elbadawi. Ela não tem a notoriedade do astro, Lionel Messi do PSG e da seleção argentina. Mas é protagonista de uma luta que abriu portas. Tanto para meninas quanto para mulheres muçulmanas. Para que possam, contudo, praticar o esporte que ama sem limitações por sua religião.

Com pouco mais de 26 mil seguidores em redes sociais, Asma se apresenta como jogadora de basquete e poetisa. Nasceu no Sudão, mas ainda bebê a família se mudou para o Reino Unido. Onde cresceu e vive atualmente. Seguiu a fé da família sem ver limitações para seus sonhos. Tanto no esporte quanto na arte. Até conhecer a realidade das jogadoras profissionais de basquete.

Valeu a luta de Asma para permitir o hijab e incluir muçulmanas no basquete. Ela relata que “Foi um sentimento surreal nos sentir ouvidas e aceitas como somos. Sem ter que mudar ou retirar nossos hijabs. Também sinto que se um grupo de mulheres muçulmanas conseguiu se unir e usar a própria voz para mudar a história do basquete. Então temos a habilidade para fazer coisas ainda maiores. Tanto como indivíduos quanto como coletivo”, disse, em entrevista à publicação “National”.

Asma Elbadawi prova que o impossível não é nada

Hoje Asma estampa orgulhosa uma campanha inspiradora. Além do outdoor em Dubai, está em peças publicitárias. Nas cidades de Casablanca, Londres e Montreal. Provando que o impossível não é nada. Pois ela tornou possível algo em que acredita. E pelo qual lutou com a força necessária às pioneiras. Tornou-se gigante, não para enterrar a bola laranja na cesta, mas para poder posar de vestido e de hijab. Contudo, como símbolo de um futuro de oportunidades mais iguais.

“Crescendo eu não via mulheres muçulmanas em outdoors ou na televisão. Sentia como se meus sonhos e metas fossem limitadas. Porque como você pode sonhar, sem ver alguém que parece com você conquistar essas coisas.” E então, Asma Elbadawi continua explanando: “Acho que essa imagem dá a mensagem de que as mulheres muçulmanas estão aqui e têm excelência em seus campos de atuação. E também, que importam. Espero que ao me ver elas se sintam vistas e representadas. Mas também que escolham não se limitarem para conquistar coisas ainda maiores do que as que conquistei.

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