julho 3, 2022
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Esporte

A possível ida de Rodrygo à Copa do Mundo vai muito além do épico de Madri.

Em novembro de 2018, portanto meses após a eliminação na Copa do Mundo da Rússia, Tite analisou, em entrevista a este jornalista, duas então imensas promessas do futebol brasileiro:

– O Rodrygo tem uma lucidez impressionante. Se um jogador passou, ele infiltra. Se cortaram linha de passe, ele segura e inverte. Se deram espaço, ele sai para o drible. São incríveis as tomadas de decisão em cima dos acontecimentos. O jogo mental do Rodrygo parece de um jogador de 25 anos. É um futebol de associação. Ele não tem a força física. O Vinicius Júnior já tem. Vinicius ainda é o rompante individualista, mas parece ter boa cabeça e isso remete à evolução. Saber ouvir remete a evoluir. Ele ouve e faz.

A admiração do treinador da Seleção pelo futebol do atacante é bem anterior a ele se tornar um dos protagonistas de um Real Madrid capaz de feitos improváveis, como eliminar PSG, Chelsea e Manchester City, sempre saindo de um buraco aparentemente profundo.

Os dois gols de Rodrygo no desenlace da semifinal diante dos comandados pelo gênio Pep Guardiola são eternos. E podem, evidentemente, consolidar uma aproximação de uma das 26 vagas que Tite espera ter na Copa do Mundo do Catar.

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A Fifa ainda não oficializou a permissão para que as seleções ampliem de 23 para 26 o número de jogadores no Mundial. É bastante esperado que o faça em breve. Tite torce por isso. Fervorosamente.

Desse acréscimo, o técnico deseja priorizar o ataque com duas ou até todas as três vagas. Em janeiro e março, Tite convocou “um a mais” para a posição de segundo homem de meio-campo. Primeiro, Fred, Bruno Guimarães e Gerson. Depois, Fred, Bruno Guimarães e Arthur.

Há boas razões, entretanto, para acreditar que todo o “bônus” poderá, na Copa, ser aplicado no setor ofensivo.

A evolução coletiva da seleção brasileira tem permitido a variação de desenhos táticos e funções de atletas em determinadas posições, muitas vezes de acordo com peculiaridades do adversário. Em quatro das últimas cinco partidas, Tite escalou dois pontas como titulares: Vinicius Júnior e Raphinha (Antony).

Se ele quiser utilizar esse sistema e mantê-lo durante todo o tempo de jogo, é fundamental ter entre os reservas dois jogadores de características similares. Então, se Vinicius e Raphinha começam, Antony e Rodrygo são os suplentes. Os quatro podem atuar dos dois lados, embora somente Vinicius tenha o esquerdo como mais frequente, natural. Nesse contexto, não se pode desprezar a chance de Gabriel Martinelli, menos driblador e leve, mas à vontade partindo da esquerda em direção à área no Arsenal.

Há outras opções. Paquetá, com função distinta, de construção, flutuação, para atender a pretensões diferentes, pode atuar pelo lado. Gabriel Jesus e Richarlison também, embora isso remeta a momentos de escassez criativa deste ciclo. De um futebol mais aborrecido. Um dos fatores de crescimento da Seleção foi a ascensão do combo “juventude + velocidade + drible + gols” oferecido pelos jovens pontas. Rodrygo está entre eles.

Não há indícios de que Tite possa precisar de um meio-campista a mais. Entre Casemiro, Fabinho, Fred e Bruno Guimarães, qualquer dupla é viável. Inclusive, está nos planos dar mais minutos a Casemiro e Fabinho juntos nos amistosos de junho justamente para criar essa alternativa, pensando numa situação extrema no Mundial, em que a Seleção seja pressionada ou precise de maior força de marcação no setor.

Paquetá também pode atuar como segundo homem, como fez diante do Paraguai, em janeiro, além de Marquinhos como primeiro, função exercida com Tite no início de sua trajetória no Corinthians. Ou seja, Gerson ou Arthur teriam pouca utilização nesse contexto.

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